Por teu amor
Luz que Deus me deu
O céu se fez azul
Fiz-me a cor dos olhos teus
Por teu amor
Pesquei estrelas pra te enfeitar
Por teu amor
Me fiz aquarela pra te colorir
Por teu amor
Sou um barco a vela pra te navegar
Por teu amor
Me fiz passarinho pra te ver sorrir
Por teu amor
Chorei tanta lágrima e enchi o mar
Por teu amor
Me fiz calor pra te aquecer
Por teu amor
Acordei o sol pra te iluminar
Por teu amor
Me fiz abraço pra te envolver...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Por Teu Amor - Já Nem Sei O Que Faço...
Postado por
Rangel Castilho
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06:19
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Pensamento - Condição de Atinamento...
Pensamento não tem vírgula, Doutor
Sai assim feito boiada
Voa feito o condor
Vela o mundo com suas asas
Pensamento é igual chaleira
Ferve e esfria num palpite
Pensamento é tal qual a voadeira
Sobe e desce a correnteza num deslize
Pensamento, Doutor, não tem trava
É água que evapora no calor
É fogo que devora tudo em brasa
É balsamo que perfuma toda dor
Pensamento não tem explicação
É um raio brilhante de luz
É uma ponte entre a cabeça e o coração
É um saber que a palavra não traduz
Pensamento não tem respingo, é chuva grossa
Não tem necessidade, tem convicção
Não tem censura, é inteiro como a rocha
Pensamento não tem nenhuma condição
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Rangel Castilho
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06:11
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Valsa de Nosso Amor - E – O Suco de teu Pudor...
O gosto de hortelã que tem você
Vem da horta onde brota nosso amor
Vem da terra onde goteja o suor
Do claro das manhãs que vem nascer
O toque de teu corpo doce flauta
Vem da valsa que embalamos nosso amor
Vem do sopro vem do ar que já me falta
De onde bebo o suco de teu pudor
O sal de onde a carne tua exala
Escreve em mim atalhos ao paraíso
De resto igual ao sussurro de tua fala
Meu ser dilui ao céu sem ter juízo
(De ti há de ser todo amor
Que faço vida ao acordar...)
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Rangel Castilho
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08:59
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Você e Minha Poesia – A Soma dos Dias...
Lembrar de você
É ver o céu chover
Em cores e tintas de entardecer
Rolar na grama do jardim
Encabulado até sorrir de mim
Ao lembrar de você.
Lembrar de você
É debaixo do cobertor
Esquecer o frio que vem do corredor
Chamar inverno de ventilador
Rir de meu tremor
Ao lembrar de você.
Lembrar de você
É viajar em dias que se vão
Ir de trem até o fim do clarão
Cantar até enrouquecer
Chorar até enlouquecer
Ao lembrar de você.
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Rangel Castilho
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17:32
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Veio na Brisa – Veio Curar as Feridas...
Veio na brisa
Em sussurro de veio d’água
Uma canção de por em transe
Mão de apagar as mágoas
Abraço de curar feridas
Tua voz que não há quem não se encante
Veio tal qual folha ao vento
Freqüência AM que não há quem não alcance
Veio encantar meus olhos cegos
Veio guiar meus passos pequenos
Veio me trazer a calma
Tirar-me os pregos
Tirar-me o veneno
Tirar-me os pecados que trago na alma
Veio por fim
Em condição tão temerária
Veio por mim
Por um sorriso em minha cara.
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Rangel Castilho
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16:32
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Na Memória um Filme Colorido - Amanhã Saudade vai Desbotar meu Sorriso...
Aos olhos daquela que inaugura a noite
Choro o pranto mais doído
Ao colo lembranças urdidas como açoite
Na memória passa um filme colorido
Amanhã saudade vai desbotar meu sorriso
Não espero trens que levam gente
Nem manhãs que tragam o sol
Não tenho pedidos pra estrela cadente
Meu coração conservo em sal
Desespero a vida adivinhando um final
Do que tenho eu sei saudade
Mão que me carrega abrindo dias
No fundo das gavetas a felicidade
Que era minha repousa num velho baú de fotografias
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Rangel Castilho
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16:29
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A Parte Mais Rasa de Teus Olhos Claros - Ou - Teus Olhos Disparam Raios...
A parte mais rasa de teus olhos claros
Me traga irremediavelmente
Me faz de âncora pra seus raios
Um cais pra atracar os dentes
Uma alcova pra seus desmaios
Traz um tesão que me explode a mente
A parte mais rasa de teus olhos
Me faz de gato e sapato
Massageia-me em óleos
Faz-me de lente de contato
Fiador de seus imbróglios
Cumplicidade de ser amado
Tenho medo desses olhos ricos
Dessa doçura encantada que me chama
Que me faz esquecer os perigos
Tenho medo de me ouvir dizer: me ama
Não saber calcular os riscos
Desses olhos que me comem sobre a cama
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Rangel Castilho
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16:27
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